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  • Soletrando: uma farsa educacional

    Texto da convidada Bel (clique).

    Algumas semanas atrás tive o desprazer de assistir à final do concurso “Soletrando”, exibido pelo programa sabatino de Luciano Huck, que oferece bolsas de estudos em valores deveras tentadores para os alunos que -supostamente- mais estudaram e se esforçaram. Como professora de línguas, acompanho tal circo desde a primeira edição, com olhos críticos e muitos facepalms pelo caminho.

    O ponto que torna o “Soletrando” notoriamente ineficaz em relação à educação das crianças que ali competem, e quiçá ridículo aos olhos de quem entende o mínimo de educação, é que o sistema de tal competição é baseado em dois fatores que não medem nem estudo e nem esforço: sorte e decoreba. Explico-lhes o porquê.

    Falha 1: Obstáculos forçados.


    Soletrando nada mais é do que uma cópia fajuta das competições americanas de Spelling Bee. Essas duas competições formam um dos mais belos exemplos de tout de même. Num Spelling Bee temos crianças soletrando palavras escorregadias de sua língua nativa, assim como vimos por sábados e mais sábados as crianças soletrando palavras rebuscadas na panelinha do Huck. A diferença é que os obstáculos de uma criança cuja língua-mãe é o inglês são BEM maiores que o de uma criança que fala português-brasileiro.

    Não somos abençoados por Deus e bonitos por natureza apenas em relação à nossa geografia e clima privilegiados, mas também por um sistema fonético bastante claro e coeso. Se eu te falo “nectópode” você pode até não saber o que significa, mas sabe pronunciar. Sabe até que eu vou pronunciar “nectópodi”, mas que se escreve com um “e” final, pois são raros os sotaques que admitem o “e” ao fim de uma palavra, como os curitibanos que falam “leitE quentE”, enquanto que o resto do país fala “leiti quenti”. Para o fonema /i/ nós temos duas possíveis soletrações: “e” ou o próprio “i”.

    A criança que fala inglês… pobrezinha…  ao ouvir o som “i”, tem inúmeras possibilidades de soletração. Ela tem o som /i/ equivalente às escrita de: “ee”, como na palavra see (pronúncia: /ci/); “eo”, como em people (pronúncia: /pípol/); “oe”, como em phoenix (pronúncia: /fíniks/); “ey”, como em key (pronúncia: /ki/), dentre inúmeras outras que eu não seria capaz de citar. E eu mencionei apenas UM som de vogal. Imaginem agora as outras vogais. E agora imaginem também as consoantes. E as consoantes dobradas, sem a menor regra clara além da morfológica.

    E que obstáculos tem uma criança que fala o português? As velhas pegadinhas de “com-agá-ou-sem-agá”? O fonema /s/, que pode ser escrito com “ss”, “sc”, “s” ou “c”? Com hífen ou sem hífen? Jota ou gê?

    Entediante, meu caro Hulk. Deve ser por isso que subestimam as crianças a desafios inaceitáveis, como soletrar kirsch, que é uma palavra alemã e desclassificou um dos finalistas. Pede pra ele soletrar “licor de cereja”, pra você ver se ele não faz isso assobiando e chupando cana ao mesmo tempo. Não teve sorte, como um garoto na final do ano passado que pegou uma palavra absurda em qualquer contexto imaginado: “desasado”. Apesar de soar estranha, após a definição de que “objeto ou ser que foi desprovido de suas asas”, foi bem fácil para o aluno deduzir o radical “asa” e o prefixo “des”. Moleza.

    O fato é que, para qualquer pessoa letrada e que costuma ler, como é o caso daquelas crianças, a língua portuguesa não é um desafio escorregadio. Ninguém é perfeito e erros ocorrem, mas o português é um pântano muito menos caudaloso se comparado ao inglês. Já que estamos falando de inglês, concluo esse tópico abusando de anglicismos:

    TUPINIQUIM COPYCAT = FAIL

    Falha 2: Estudo retrógrado


    Qual não foi a minha surpresa ao ver um dos finalistas estudando o dicionário para conquistar sua bolsa de 100 mil paus? Deixa eu repetir isso:

    ESTUDAR A PORRA DO DICIONÁRIO.

    Me dói o rim ver um aluno estudar dicionário. Com sua licença, preciso de outro caps-lock: NÃO SE ESTUDA UM DICIONÁRIO, ESTES SERVEM PARA SEREM CONSULTADOS. É pra isso que existem.

    Isso não é uma crítica à memorização de palavras novas. Pelo contrário, eu exijo que meus alunos de inglês estudem e memorizem o vocabulário novo como, por exemplo, palavras relacionadas ao tema “dinheiro”, ou ferimentos que podem ocorrer na prática de esportes. Mas jamais estudar e memorizar palavras fora de um contexto e uma situação. Me pergunto se Huck e sua panelinha, incluindo os professores-jurados, já ouviram falar em embodied meaning.

    Pelo amor de Deus, o que há com os diretores dessa escola, e com esses pais? Eles permitem que seus filhos e alunos PERCAM horas preciosas do seu dia decorando palavras que jamais usarão, como a palavra “abissínio”, que eliminou mais da metade dos alunos na semi-final. Sabe o que significa “abissínio”? Pessoa natural da antiga região da Abissínia, hoje conhecida como Etiópia. Porra, se Abissínia é o nome antigo, pra que eu quero que meu aluno me prove inteligência sabendo soletrar uma nação que nem existe mais? Não seria mais proveitoso para mim, como professora, que meus alunos soubessem discursar por cinco minutos sobre os pontos em comum entre Etiópia e Brasil, dois mundos tão distantes e tão próximos em alguns pontos? Interpretem seu discurso fazendo um paralelo com a música “O Haiti É Aqui”, de Caetano Veloso. Pronto, dei-lhes dez minutos de material muito mais interessante que aquelas crianças chorando porque não souberam soletrar uma palavra absurda que não existe em seu (e nem no meu) universo pessoal.

    Falha 3: Um sistema em ruínas


    Estamos na era moderna (pós-moderna?). Robôs programados para aceitar sem discutir acumulam-se nas camadas baixas da sociedade, robôs estes programados para decorar coisas tão inúteis quanto musiquinhas de campanha política, bordões de novela e que “xanto” é amarelo em grego. Em uma era em que é cada vez mais importante sintetizar e raciocinar, o sistema educacional brasileiro ainda preza por decorebas inúteis e regras que, na vida real, nunca funcionam. Onde estão os debates? As discussões? A disciplina? Dentro da escola só existem, mesmo, dentro do dicionário.

    O que mais me deixa PUTA é que tal competição oferece prêmios parrudos aos melhores robôs, aos que memorizaram melhor, aos que fizeram bem a sua função de decorar sem jamais se perguntarem se isso realmente lhes acrescentava algo -além, claro, da possibilidade das pratinhas ao final da competição.

    E não é isso mesmo que o sistema todo quer? Robôs bem-educados que não questionam, apenas pensam no que vão ganhar com várias repetições idiotas, vazias e inúteis. É por essas e outras que, apesar do salário baixo, estresses, nervosismos e decepções, não abandono as salas de aula. Pode me chamar de utópica mas todos os dias tento fazer a diferença. Antes utópica do que inerte perante a situação calamitosa que vejo.

    Conclusão: E a solução?


    Proponho, ao invés de soletrações chatas, sessões de debate. Os alunos aprenderiam a argumentar, raciocinar, persuadir e ponderar -tudo isso sem jamais agredir ou desrespeitar o adversário. Aprenderiam a questionar, refletir, expor ideias e aprender com o discurso do outro. Aprenderiam a reconhecer falácias, e a desmontá-las como argumentos infundados. Veriam o quanto são manipulados e influenciados pelos discursos que só soam como verdade porque são repetidos ad nauseam em seus intelectos talentosos, porém ainda em formação.

    O problema é que aí não tem tem menino chorando e musiquinha de suspense. Daí, não tem circo. Se não tem circo, não tem audiência. Se não tem audiência, quem vai pagar a bolsa de cem mil paus pros guris? E, cá entre nós, o grosso da nossa população nem teria como acompanhar um debate com fins educacionais, se nem um debate político é assistido com afinco.

    Ao menos o Soletrando reforça a ideia de que o estudo traz, sim, retorno palpável. Estudando chega-se em algum lugar. Mas eu digo estudar DE VERDADE porque, se apenas decora-se o dicionário, o mais longe que você chega é mesmo no fundo do poç… digo, do caldeirão.

    A autora desse texto foi a mocinha abaixo, chamada Bel e grande amiga internética minha (Felipe Neto aqui, não o Marcel).

    [Via: http://controleremoto.tv/]

    Me, myself and I

    Por @mbottan
    Desde pequena, eu sempre vaguei por vários universos bem diferentes. Na escola, era amiga dos inteligentões, dos excluídos, dos pobres, dos ricos, do fundão, dos professores e das faxineiras. Fora isso, tinha a minha famíla, e, com o passar do tempo, todas as turmas que foram cruzando o meu caminho, como a do condomínio, a do ballet, a do inglês, as virtuais, as agregadas, as certas e as tortas, as velhas e as novas.
    E em cada um desses universos eu criava uma nova Mirian, que se encaixasse. Essa sempre foi a melhor parte, em cada novo universo, você pode assumir um novo você, com elementos do que tá à sua volta e elementos teus.
    Isso é MÁGICO.
    É nessa que você se constrói, é de cada pedaço que você pega pelo caminho e vai colocando dentro de você que você é feito. Eu sempre digo pros cariocas que aqui em São Paulo eles é que devem dar um beijinho só, se eu for pro Rio, eu dou dois. Eu ensino os mineiros a dizer mano e aprendo com os gaúchos o que é chinfra.
    Mas uma vez me disseram que “mudar” de acordo com o ambiente e as pessoas que me cercam é errado e mostra que você não sabe quem é, ou que tá mentindo pra um dos lados.
    Só que se você sair só andando na água, você se afoga. E se sair nadando na terra vão te dar choque no CÉLEBRO. Não dá pra virar um saco de atitudes predefinidas, isso não é viver, isso é encenar a própria existência.
    Vou te falar o que é errado: atacar uma pessoa por ser várias ou não amar todas as pessoas que essa pessoa possa ser. Porque o sorriso dela é o mesmo em todo lugar, o olhar também, o cheiro também. E o que ela sente por você, também! Isso também vale pro que ela NÃO sentir.
    Quando o outro é 10 e a gente é 10, a gente acaba sendo 20. Na minha cabeça, não faz sentido querer diminuir o resultado dessa soma.
    [Via: http://substantivolatil.com/]

    Papo de blog: Seduzida pelo virtual… #HOTHOTHOT

    Por Penelope, MTV

    Aí ontem foi meu aniversário, data que – pasmem! – não me anima em especial, e tudo que eu pensava era nesse bendito “primeiro post”. Sério, me gerou uma apreensão mega, digna de primeira vez mesmo…

    Mas quer saber?? Ôôô coisinha hiper valorizada essa, né? Também, quantas vezes você não ouviu “a primeira vez a gente nunca esquece…”? É tanto peso que dá no que (não) dá: até eu, se não estivesse aqui, encarando, poderia ter “broxado” e desistido, rs…

    E não é sempre assim? A gente, diante da primeira vez que vai fazer qualquer coisa que julga importante, estremece. Mas… por que mesmo? Alguém me fala??

    Eu sei que você pode me dizer que é exatamente porque é importante, ué. Porém, vou ter que questionar; senão nem estaria aqui.  ;o)

    Se a gente reparar, são as mudanças que renovam a nossa vida. É com elas que aprendemos, sempre e somente… E toda primeira vez traz uma mudança ou possibilidade de mudança embutida. Por isso, mesmo com um pouco de medo, relutância, preguiça ou qualquer outro obstáculo cabível, a gente devia mais era se empolgar, partir pra cima com vontade, curiosidade, de peito aberto mesmo…. (Quem já saltou de bungee jump pode fazer uso da metáfora, tô lembrando da sensação delííícia nesse exato momento…) Só sem porralouquice, por favor, que responsabilidade não é favor, é obrigação, ôquei?

    Claro que é natural ter uma expectativa – o que me parece é que se a gente deixar, essa expectativa vira uma coisa negativa mais facilmente do que poderia/deveria (É claro que eu tô falando por mim, e se pra você for diferente, YEY! – me ensina como faz?). Só que se a gente ficar tentando prever o que fazer diante de cada possibilidade… MEDO! Fora que, se a gente soubesse tudo o que ia nos acontecer, ZZZZZ…tééééédiôôôôô! Então… o quê fazer??

    Por fim, tive uma idéia: se a gente trocar o “desconhecido” (amedrontador) pelo “novo” (estimulante) acho que dá jogo…

    Afinal, por que será que todo mundo adora uma novidade, não é mesmo?

    Foi assim que cheguei ao fim do antes “temido” primeiro post – empolgada, inclusive! Fui “seduzida pelo virtual” – hehehe, quem diria…

    Se essa ou qualquer outra novidade tiver despertado algo de bom em vocês também, fiquem a vontade pra dividir comigo, aí embaixo. Pó mandar, que eu já quero mais!

    Beijos da Nova, Penélope.

    [Via: http://mtv.uol.com.br/]

    Papo de Blog: Felicidade incomoda ???

    Por Penelope, MTV

    Bem, aconteceu que ontem, tava eu na academia, de polaina e empolgada, como quase todo dia (comecei bem, rs!), no momento mais passível de desistência do meu treino: o desafio aeróbio! Estrelando: ooooooo Elípticooooooooo!!!

    Bem, o elíptico e eu, né? Vencendo a preguicinha que dá depois de 50 minutos de ferro (e naãão, nem é nesse sentido aí que você pensou), de polaina e determinada (que o VMB tá aí ;o)), eu e meu “personal rhythmER” (meu inseparável Ipod) subimos no bicho e… boralá!!! 1, 2, 3, 4, 1, 2, 3, 4, 1, 2, 3, 4, só nas babas do rádio! No putzputz de raiz, feitos pra essa hora, viro fã de Tiesto, “I get a feelling” e se deixar quase parcelo em 18 vezes as bebidas antecipadas pra Spirit of London (menos, Penélope, menos – mas quem vê, pensa ;o)) Enfim… Tô FELIZ DA VIDA!!!

    10 minutos e muito BOOM BOOM POW depois, meu bpm nivela e eu quero mais RPM (e naããão, não a banda q, espero, você não pensou)!!! É hora de apelar pro Fragma, David Gheta (olha a rima fácil!), Laurent Wolf e socorro; tô gostando!

    Tudo ia `as mil maravilhas (e aos 160 rpm, really “Becoming Insane” com Infected Mushroom) até o momento em que abri os olhos (cê não achou que eu tava vendo o noticiário pra embalar essa trilha estapafúrdia e hipnótica, né?) e me deparei com… o INCÔMODO alheio? Sérião? Isso porque era pra todo mundo ali ter produzido sua dosedilícia de endorfina, mas… Piora: por incômodo não entendam simples olhares de reprovação não: são jocosos, presunçosos, com ares de superioridade absoluta. E ainda riem, num misto de pena, vergonha e… RECALQUE COM A FELICIDADE DO OUTRO, talvez??? Cara, que hilário isso!

    E vai me dizer que nunca aconteceu contigo? No dia em que você acordou inspirado e montou “aquele” vizú, ou usou “aquela” calça e saiu por aí, ignorando (se não antecipando) os eventuais “tsc, tsc, tsc” não solicitados? Poxa, se você ainda tivesse pedido uma opinião, vá lá, mas… POR QUE TANTO ÓDIO EM TAAANTOS CORAÇÕESZINHOS…???

    Sei bem que todo mundo é vítima (numa escala variável, a bem da verdade) de uma pressão pra ser igual e assim ser melhor aceito, mas quem disse que igual é melhor? (Pode até ser mais fácil – mas fácil nunca é melhor, certo? ;o))

    E quer exemplo mais engraçado disso do que aquele povo que se julga “estiloso” e paga de “desencanado com atitude”? E usa/ouve/fala as mesmas coisas que os amigos, iguaizinhos a eles? Atitudepaunocu é isso aí! Ou os que se dizem “da moda” e discursam o politicamente correto “atitude é ter estilo próprio” e ao mesmo tempo cagam regras e limitações pra tamanhos, cores e formas, sem nem reconhecer a personalidade de cada um? Viva e deixe viver, seja feliz e deixe ser!!!

    Obviamente eu também tenho os meus “momentos de amargor intenso”. Eles são ardilosos, dissimulados – por isso as vezes até demoro um tantinho pra percebê-los, podendo inclusive eu mesma incorrer neste ato falho deprê. O gatilho pode ser a roupa, o volume da risada, o corte/cor de cabelo, ou qualquer outra peculiaridade da vitima, mas o motivo tá em mim – e assim que entendo o que tá rolando, puxo a minha própria orelha e me redimo imediatamente. Se possível, até me inspiro pra resolver seja lá o que for que tiver me deixando ranzinza… eu quero mais é SEMPRE RIR, que nem o Bozo…!  ;oD

    Finalizando pra cima, deixo vocês com uma rima:

    SE INCOMODAR COM A FELICIDADE ALHEIA É SINAL DE QUE A COISA TÁ FEIA.

    Faça o teste:

    http://mtv.uol.com.br/pontop/blog/felicidade-incomoda

    O melhor modo de apresentar e conectar pessoas

    //

    Para quem nunca ouviu a expressão “dar nascimento” e não sabe o que é Investigação Apreciativa, vou descrever 2 cenas – cada uma com 2 versões – e depois deixar alguns comentários.

    Cena 1: um cara novo no grupo

    Versão A – Nós somos um grupo que estudamos ou fazemos coisas muito legais e então, por alguma razão, surge um novo integrante. Como ainda não pegou nossa linguagem específica, ele passa os primeiros encontros bem fechado e passivo (pois ele é assim mesmo, bem tímido).

    Depois de um tempo, vai embora por não ter se sentido incluído no grupo. Nós ficamos aliviados pois ele pouco contribuía e nunca conseguia se integrar ao grupo.

    Versão B – Nós somos um grupo que estudamos ou fazemos coisas muito legais e então, por alguma razão, surge um novo integrante. A primeira coisa que fazemos é descobrir suas habilidades. Ele conta o que já fez de bom na vida e nós imediatamente temos ideias de como ele poderia contribuir.

    Logo pedimos sua ajuda, nem que seja para trocar a lâmpada porque ele é alto e nós não temos escada. No dia seguinte, ele já se sente integrado, a ponto de chegar na garota mais gostosa do grupo: “Oi, sim, eu sou o cara que trocou a lâmpada ontem…”.
    Owen Wilson e a velha arte de aproximar e conectar pessoas… | Cena do filme Starsky & Hutch

    Cena 2: herói ou vilão?

    Versão A – Você e eu somos amigos e hoje vou lhe apresentar um outro amigo. Minutos antes de ele chegar, eu conto um pouco de sua história. Falo que ele estuprou a irmã (ela sofre até hoje com isso), que é analfabeto, viciado em heroína e desempregado.

    Quando ele chega e começa a conversar conosco, você não dá crédito algum ao que ele fala, fica revoltado com algumas opiniões e bastante irritado com seu comportamento. Ao fim do papo, eu digo que toda a história foi invenção minha para testar uma hipótese sobre a construção das relações.

    Versão B – Você e eu somos amigos e hoje vou lhe apresentar um outro amigo. Um pouco antes de ele chegar, eu conto um pouco sobre seu passado. Falo que ele já viajou por quase todos os países da Ásia, África e da Europa, que é professor de karatê, que tem doutorado em bioquímica e já dedicou alguns anos de sua vida ajudando comunidades de países do leste da África.

    Quando ele chega e começa a conversar conosco, você dá créditos, fica inspirado, concorda com muita coisa, ouve com toda a atenção, abre vários sorrisos. Ao fim da conversa, eu digo que toda a história foi invenção minha para provar como normalmente não olhamos os outros de modo elevado.

    O precioso (e ignorado) momento do “Oi, prazer…”

    pedreiro
    “E aí? Fiquei sabendo que, além de pedreiro, você toca trombone, é isso?” | Crédito: Thiago Guimarães

    A maioria das pessoas passa despercebida pelo momento da apresentação. Quando aproximamos dois desconhecidos, falamos o nome, às vezes a profissão, às vezes de onde o conhecemos, e só. Para quem é apresentado, a referência inicial do outro, assim, reside quase totalmente em seus preconceitos e impressões iniciais, que se tornam a base para o desenvolvimento da relação.

    Não é sem razão que colecionamos tantas relações sem sal, de onde não sai quase nada… Isso não se deve à ausência de possibilidades nos outros, mas ao modo restrito com que nos conectamos.

    Somos cegos para um processo que sempre ocorre em todas as apresentações: o outro nasce em nosso mundo e nós pisamos numa terra até então desconhecida, surgimos num novo universo. Às vezes com novas identidades (numa empresa, por exemplo), às vezes com novas qualidades – diante de uma namorada generosa que nos estimula a crescer.

    Não apenas pessoas, mas organizações

    Sabendo disso, David Cooperrider, professor da universidade Case Western, desenvolveu o método Investigação Apreciativa (Appreciative Inquiry). Uma de suas perguntas é: como as pessoas e organizações mudam? Usando seu método, em vez de se procurar pelos problemas e criar estratégias de consertá-los, olhamos o que funciona, reconhecemos e exploramos forças, descobrimos e cultivamos qualidades positivas, geramos sonhos amplos e agimos a partir disso.
    Link YouTube

    “A tarefa de uma liderança é alinhar as forças de um modo que as fraquezas se tornem irrelevantes.” –Peter Drucker, em conversa com David Cooperrider

    David implementou a Investigação Apreciativa pessoalmente aqui no Brasil na Nutrimental, que teve a coragem de reunir absolutamente todos os funcionários e muitos stakeholders da empresa para sonhar um futuro juntos.

    O mesmo pode ser aplicado a comunidades supostamente “carentes”. Em vez de olhá-los como carentes e tentar remediar seus pontos fracos, reconhecemos e conectamos suas riquezas. Em vez de chegar lá e construir uma sala com 15 computadores, que certamente serão destruídos ou roubados, juntamos a comunidade para que ela conheça a si mesma, para que todos apresentem suas habilidades e compartilhem sonhos.

    O moleque descobre que o velhinho tem um passado riquíssimo e que foi o Dom Juan da comunidade. O velhinho, por sua vez, descobre que o moleque manja tudo de Internet. Disso saem projetos, ideias e possibilidades efetivas de transformação, antes invisíveis.

    Se depois eles decidirem construir uma sala com 15 computadores, certamente nenhum deles será destruído.

    A descoberta que não deveria ser surpresa alguma

    tedxsp
    No TEDxSP, as conversas já começavam em outra base. | Créditos: Wilian Olivato

    Seja entre amigos ou dentro de uma organização, podemos experimentar outro modo de nos apresentarmos, diminuindo o tempo necessário para chegarmos àquela famosa (e rara) descoberta, que às vezes acontece anos depois quando encontramos a pessoa num evento como o TEDxSP.

    –Não sabia que você também se interessava por essas coisas…
    –Puxa, eu também não desconfiava. Sinceramente sempre te achei meio bobo na época da faculdade.

    Andamos no mundo como se todas as pessoas fossem a priori rasas, superficiais, enlatadas, comuns, descartáveis e sem brilho. É preciso que algo aconteça (nosso amigo dar uma palestra ou um show, alguém nos falar bem de um conhecido etc) para que cheguemos à constatação de que sim, o outro é profundo, cheio de qualidades, com muito a oferecer.

    “Nossa, não sabia que você era assim!”… Ora, isso não deveria ser surpresa, mas nossa suposição inicial.

    Perdermos muito tempo tirando sarro e nos relacionamos com os obstáculos dos outros: um é frouxo demais, outro bebe demais, outro não é tão inteligente… Pensamos que isso não é nada demais, porém nosso foco constrói o que vemos no outro. Quando surge uma oportunidade, você vai chamar aquele que vê como cachaceiro ou aquele no qual vê diversas habilidades? Talvez seu amigo cachaceiro também tenha as mesmas qualidades…

    Assim como vemos apenas um “especialista em cachaças” naquele amigo que só encontramos em botecos, restringimos o olhar em todas as outras relações. Seu pai, por exemplo, é muito mais do que seu pai, ainda que seja bastante difícil você se relacionar com ele explorando suas outras identidades. Às vezes é preciso montar todo um universo (como uma fábrica da família), na qual ele surja para você como outra pessoa – um chefe, no caso.

    Com a namorada ou esposa, isso é ainda pior. ;-)

    Um outro jeito de conectar pessoas

    Link YouTube | Lama Padma Samten fala sobre brilho no olho

    Em 2005, do lado da Avenida Paulista, participei de um retiro de 4 dias com esse cara sorridente aí de cima. Depois pegamos o áudio e transcrevemos mais de 15h de ensinamentos (um livro), de onde compartilho agora uma das falas mais bonitas que já presenciei:

    “Nós, de modo geral, olhamos as outras pessoas e as aprisionamos com nossos olhares. Nós não permitimos lugares às pessoas, não damos nascimentos de liberdade para elas. Nós as congelamos.”

    “Com que autoridade eu aprisionei o outro como meu marido ou minha mulher? Depois que ele ou ela foi embora, eu ainda cobro coisas! Podemos ver isso também com nossos filhos. Eventualmente nós não damos nascimento aos filhos no mundo, nós só damos nascimento aos filhos dentro de nossa casa, grudados em nossa mão. Se o filho tenta qualquer coisa, nós não conseguimos vê-lo livre. No nosso mundo não há espaço para ele surgir livre.”

    “Eles podem, eles têm qualidades, todos eles têm a natureza de liberdade, eles podem fazer diferente do que estão fazendo. [...] Quando nós damos esse nascimento sutil a partir de uma paisagem que inclua o outro de uma forma elevada, tudo se transforma.”

    Lama Padma Samten

    Em nossas relações, portanto, vamos reconhecer, valorizar, apreciar, estimular, ativar, magnificar, amplificar as qualidades positivas (manifestas ou potenciais) dos outros. Quando o apresentarmos a alguém, vamos jogar a base da nova relação lá em cima. Conectar o melhor de um com o melhor do outro, abrindo um espaço fértil para futuras conexões, inclusive conosco mesmos.

    Um dos melhores modos de se conquistar uma mulher, por exemplo, é contribuir para o desenvolvimento de suas qualidades. Muito mais do que elogiar sua beleza, você procura por pontos pouco explorados, potenciais criativos, perfeições esperando por reconhecimento para florescer.

    Se ela é atriz amadora e tem uma família que não a estimula a viver disso, você pesquisa na web por grupos profissionais de teatro e mostra pra ela que não é difícil conseguir uma DRT para conseguir trabalhos como atriz. Quando você a apresenta para amigos, você diz que ela é atriz.  Se ela faz circo, você diz que ela manja tudo de movimentos no tecido, ao mesmo tempo em que a olha com malícia, como se dissesse: “Eu sei que isso não é bem verdade, mas pode ser”.

    A prática de apresentar todos de modo elevado implica em treinar o nosso olhar para, antes, vê-los de modo mais amplo, penetrante e generoso – postura essencial para muitos outros processos. Por exemplo, como ajudar um amigo confuso se você sequer consegue imaginá-lo com outra cara, fazendo diferente, em outra vida, com outra relações?

    Ser capaz de olhar os outros para além dos personagens que eles estão manifestando. Antecipar futuras identidades em nossos amigos. Apreciar, apontar e estimular qualidades positivas em todos ao nosso redor. Nossa tarefa não é nada menos do que isso, se quisermos construir o que Chogyam Trungpa chamava de “uma sociedade iluminada”.

    Aqui no PapodeHomem, o Guilherme faz isso muito bem com todos do time, incluindo os leitores, que muitas vezes viram colaboradores e até colunistas, como aconteceu com o Fabio Bergamo, nosso Dr. Fitness. De algum modo, todos nós da Equipe PdH estamos aprendendo a explorar essa ignorada sabedoria de apresentar e conectar pessoas, habilidades, projetos e sonhos de modo elevado.

    [Via: http://papodehomem.com.br/]

    Qual o segredo de uma super memória?

    //

    Você provavelmente já ouviu algum comentário preconceituoso acerca de cursos de memorização.

    “Prefiro entender a memorizar”
    “Oras, de que me adianta memorizar listas de objetos ou longas sequências de dígitos? Quero é memorizar leis e conceitos!”
    “O curso era pura enganação! Não ensinaram como ler e memorizar tudo o que leio.”
    “Cursos de memorização ensinam apenas truques que não possuem qualquer aplicabilidade prática.”

    Esses comentários se originam de certo desconhecimento acerca da memória e de seu funcionamento. Veja a seguir como a memória funciona e os principais mitos envolvendo a memorização.

    Memória não é uma “coisa” ou uma parte do seu corpo


    Lembrou agora, Hurley? | Cena do mais recente episódio de Lost

    As pessoas frequentemente falam de suas memórias como se a memória fosse uma parte de nosso corpo.

    É comum as pessoas dizerem que possuem uma boa ou má memória da mesma maneira que dizem que possuem bons dentes, bom coração ou bons rins. É comum dizerem que sua memória anda falhando com a mesma propriedade que são capazes de dizer que suas vistas andam falhando.

    Ao contrário do que pensa o imaginário popular, a memória não pode ser identificada da mesma maneira que um órgão ou glândula de nosso corpo.

    Aquilo que chamamos de memória é, na verdade, dezenas de processos completamente diferentes. Por exemplo, imagine um campeão de xadrez. Certamente, ele possui ótima memória para guardar inúmeras jogadas e estratégias de xadrez. No entanto, possuir uma boa memória para o xadrez não é garantia que se tenha também uma boa memória para diversas outras atividades como lembrar-se de nomes, rostos, datas, a lista de compras do supermercado ou até mesmo o que almoçaram ontem.

    Você certamente conhece um professor bastante inteligente e extremamente “esquecido”. Oras, se esse professor é capaz de dominar o assunto que leciona, memorizando diversos fatos e conceitos, ele deveria ter uma boa memória em outros contextos.

    Assim, aquilo que chamamos de memória é um processo complexo formado por diversos subsistemas específicos.

    Tem E-mail pra você: a bala de prata da  super memória

    Creio que, de todos os emails que recebo diariamente solicitando dicas de memória, um tipo é o mais recorrente:

    “Qual o segredo para uma super-memória?”.

    Ao me assistirem realizando proezas envolvendo a memória na TV, surge a expectativa de que eu guarde um segredo único e capaz de tornar a memória de qualquer pessoa em uma memória fotográfica. Assim, imaginam que, de posse desse segredo, serão capazes de se memorizar conceitos, fórmulas, leis ou qualquer coisa que se deseja, com uma memória perfeita.

    Infelizmente, essa expectativa jamais será alcançada.

    Link YouTube | “Oi, eu sou a Dory…”

    Imagine que você é um professor da escola básica que ensinará a seus alunos como utilizar cada item de seu material escolar. Inicialmente, você apresenta a seus alunos uma cola e lhes ensina as diversas coisas que uma cola é capaz de colar.

    Em seguida, um dos alunos lhe pergunta:

    “Entendi que a cola serve pra colar, mas como utilizá-la para cortar o papel?”.

    Após ouvir atentamente a pergunta, você explicaria que a cola serve apenas para colar. Caso alguém necessite de cortar papel, é necessário utilizar um instrumento chamado tesoura. Assim, não existe algum componente do material escolar capaz de colar, cortar, escrever e apagar. Cada item tem um uso particular em cada contexto.

    O mesmo acontece com a memória.

    Não existe uma estratégia ou segredo capaz de resolver todos seus problemas envolvendo sua memória. Se você deseja melhorar sua memória para nomes e rostos, será preciso utilizar um conjunto de estratégias. No entanto, se você desejar se lembrar de leis e artigos da constituição, as estratégias serão completamente diferentes.

    Assim, para cada tipo de atividade, será preciso uma estratégia completamente diferente.

    Veja alguns exemplos:

    • Qual a estrutura do texto a ser memorizado? Por exemplo, memorizar dados arbitrários ou um artigo de opinião não requerem as mesmas estratégias.

    • Quem utilizará a técnica? Por exemplo, um professor de física e um aluno utilizarão estratégias completamente diferentes para conseguir estudar um novo livro de física.

    • Como a memória será avaliada? Por exemplo, uma tarefa de simples reconhecimento talvez requeira uma estratégia diferente de uma tarefa de evocação.

    • Qual o uso que se fará com os dados memorizados? Por exemplo, memorizar a lista de presidentes do Brasil não é o mesmo que saber relacioná-los aos seus respectivos contextos históricos.

    • Qual a maneira como se deseja memorizar o texto? Por exemplo, para memorizar poesias ou salmos da Bíblia, é importante memorizarmos ipsis literis (na íntegra, palavra por palavra). Em contrapartida, para outros tipos de textos, basta saber os conceitos e palavras chave do assunto.

    • Por quanto tempo se deseja armazenar o assunto? Suponha que você deseja memorizar um número de telefone apenas para ser capaz de realizar uma ligação. Nesse caso, talvez não seja necessário utilizar uma estratégia muito eficiente. No entanto, se seu desejo for memorizar o número pelo maior tempo o possível, será necessário utilizar uma estratégia específica.

    Assim, para cada tipo de contexto é preciso utilizar um método específico de memorização.

    Mnemônica não é mágica, porra. QI mais alto não é, necessariamente, mais memória.

    Ao assistirmos a propagandas de diversos cursos e livros de memorização, temos a impressão de que essas técnicas de memória são capazes de tornar a memorização em algo extremamente fácil e espontâneo.

    Isso não é verdade.

    Geralmente, as técnicas de memória requerem ainda mais esforço que os métodos tradicionais. No entanto, ao utilizar técnicas de memória, os resultados obtidos costumam ser mais duradouros.
    Link YouTube | Episódio sobre memória da série “Psychology: The Human Experience”

    Alguns acreditam que uma pessoa inteligente (alguém com alto QI) é capaz de memorizar mais facilmente que uma outra pessoa menos inteligente (alguém com baixo QI). É verdade que existem certas relações entre memória e inteligência.

    Por exemplo, imagine que um teste de memória é aplicado a dois grupos: um composto por pessoas de alto QI e outro por pessoas de baixo QI. Caso nenhum desses dois grupos tenha participado de qualquer treinamento de memória em toda sua vida, o grupo de alto QI certamente conseguiria uma pontuação maior. Uma explicação para isso é a de que pessoas inteligentes costumam criar e utilizar técnicas de memória mais frequentemente.

    Pesquisas mostram que bons alunos mostram mais iniciativa para utilizar e criar técnicas eficientes de aprendizagem se comparados com alunos com histórico de fracasso escolar. No entanto, se um grupo de indivíduos com alto QI fosse comparado com outro grupo, composto por pessoas de QI normal, mas mais baixo do que o primeiro grupo, o grupo com QI menor conseguiria melhores resultados.

    Além disso, uma pesquisa realizada com os oito primeiro colocados no campeonato mundial de 1993 identificou que eles perdiam sua habilidade excepcional de memorização quando solicitados a memorizar informações para as quais eles não possuíam uma estratégia específica de memória. Por exemplo, os campeões de memória não tiveram um desempenho excepcional ao tentar memorizar o formato de flocos de neve vistos em um microscópio .

    Assim, ao contrário do que se imagina, a capacidade de lembrar é uma habilidade aprendida, não inata.

    Desse modo, o desenvolvimento da memória é equivalente ao desenvolvimento de qualquer outra habilidade. Da mesma maneira que ninguém nasce um gênio da música ou um campeão de tênis, ninguém nasce com boas habilidades em memorizar. Obviamente, existem pessoas que nascem com um talento em potencial para determinadas atividades. No entanto, se não tiverem algum processo de aprendizagem (mesmo que autodidata), não serão capazes de desenvolver tal talento. O mesmo vale para a memória: se você não desenvolver estratégias específicas para cada domínio de memória, você nunca terá uma boa memória.

    Muitas pessoas não entendem isso e, quando descobrem que uma boa memória requer prática, simplesmente desistem.

    Infelizmente, diversos “professores” de memorização de técnicas de estudo utilizam o seguinte slogan:

    “Nosso curso não requer treinamento em casa”.

    Esse tipo de propaganda apenas alimenta esse imaginário popular, visto que é impossível melhorar sua memória sem o mínimo de esforço para o uso das diversas estratégias em cada contexto específico.

    Se você deseja beneficiar-se dos diversos sistemas e princípios que serão abordados em breve aqui no PapodeHomem, prepare-se para dedicar-se! Como dizem nos Estados Unidos, não existe almoço grátis.

    [Via: http://papodehomem.com.br/]

    Ruy Rufião, 33, produtor pornô [+18]

    Se você não conhece a Xplastic, está perdendo uma das melhores produtoras do mercado brasileiro de altporn.

    Os caras começaram com barbies paraguaias de camelô, colaram uns pelos pubianos de bombril nas bonecas, fizeram alguns orifícios pornográficos e pronto: conseguiram suas primeiras atrizes. Inscreveram-se no festival MIX Brasil de 1998 e o vídeo foi selecionado.

    Conversamos com Ruy Rufião, criador do Xplastic junto com os amigos Marcelo Barbellax e Osvaldo Tatão.


    Rufião, Barbella e Tatão

    1. Qual sua história? O que fazia antes de ser diretor de filmes pornográficos?

    Antes de fazer filmes pornográficos tínhamos uma banda de punk rock chamada Mapettis, que não deu muito certo, mas foi a forma como nos conhecemos.

    Começamos a dirigir filmes pornográficos quando ainda estávamos na Faculdade, o Barbellax fazendo Jornalismo e eu Administração. Usamos a ilha da faculdade dele pra editar nosso segundo vídeo, com a desculpa de ser o trabalho de conclusão de curso dele. Dali pra frente nosso envolvimento com pornografia só vem aumentando.


    Se você não liga pra fotos, saiba que o site deles tem ótimas entrevistas também

    2. Como descobriu que era isso que queria fazer e como chegou onde está?

    Quando nos conhecemos, além da vontade de tocar o que tínhamos em comum era uma vasta coleção de fitas VHS e revistas pornográficas. Todos nós queríamos fazer filmes pornográficos, mas não sabíamos como começar.

    Quando um amigo voltou do Japão com uma camera HI8, compramos algumas bonecas “Barbie” do Paraguai (o nome era “Stacy”) e começamos assim.

    3. O que você faz atualmente? No que você é bom

    Atualmente temos uma produtora chamada Luz Vermelha Filmes, e nosso principal trabalho esta relacionado a produção de conteúdo para o site Xplastic.net e para nossos canais de mobilidade, como site “AltPorn” no canal Wap da VIVO, nosso canal “Xplastic” no “Claro Minha TV”, e outros.

    Temos também um novo projeto chamado “Pornolândia”, que estamos colocando no ar no site do Fiz na MTV:
    Link FiznaMTV | “Pornolândia” (piloto)Somos bons em nos divertir enquanto trabalhamos.

    4. Conte um pouco do seu cotidiano.

    Ao contrário do que as pessoas geralmente pensam o cotidiano de quem trabalha com pornografia esta muito mais ligado a tarefas distantes de “pessoas peladas” do que parece. Passamos grande parte de nosso tempo gerenciando conteúdo para nossos canais de entrega, editando, organizando documentos, agendando ensaios, conversando com contadores, lendo contratos de negócios, do que efetivamente gravando ou fotografando.

    É o cotidiano de uma empresa normal. Só que nossas festas de fim de ano são mais divertidas!

    5. Uma história ou uma cena que fez todo o esforço valer a pena

    Quando estávamos terminando de editar nosso DVD NerdSex (gravado em 2002, e que contava a história de um casal de namoradas que escrevia sobre sua vida sexual num blog) pedimos que algumas bandas mandassem suas músicas para serem usadas como trilha sonora no DVD, e recebemos um email do Wander Wildner, de quem éramos grandes fãs desde os Replicantes, oferecendo algumas músicas. Este foi um momento que fez tudo até ali valer a pena.

    6. O que acontece nessa profissão que ninguém imagina?

    Depois de fazer o primeiro vídeo pornô (a animação tosca com as bonecas Barbie Paraguaias), gravamos com uma atriz porno chamada Estela Santos, que não atua mais. Fiz contato com ela por email, conversamos num Café, e alguns dias depois fomos até a casa dela gravar. Nunca havíamos gravado com uma atriz pornô de verdade (de carne e osso) e já gostávamos do trabalho da Estela.

    Não sabíamos o que iria acontecer lá, ou como seria a casa dela, imaginamos pessoas transando em toda parte, drogas, bebidas, cigarros pelo chão, gigolôs batendo em mulheres no banheiro… e quando chegamos lá foi totalmente diferente. Ela pediu para as filhas descerem para brincar no parquinho do prédio, disse que iria gravar uma entrevista para a TV. Ela morava num apartamento limpo e bonito. Depois de gravar ainda fez suco de laranja e lanche pra gente.

    7. Quais os erros de outros produtores pornô que deixam você com vergonha da profissão?

    Repetir fórmulas, não correr riscos, não tentar fazer um mínimo de diferença.

    8. Mulheres: melhor trabalhar ao lado delas, mantê-las longe ou nenhum dos extremos?

    É bom trabalhar com mulheres dos dois lados da câmera. Temos algumas amigas que participam das gravações fazendo câmera, trilha sonora, maquiagem e dando opiniões no roteiro.

    Gostamos de compartilhar o trabalho com mulheres. E de ter mulheres como parceiras de negócios.

    9. O que você diria a um leitor que queira se tornar um diretor de filme pornô?

    Primeiro, produzir. Não espere condições melhores para gravar alguma coisa. Se você realmente gostar disso, vai se divertir e fazer alguma coisa legal com recursos muito limitados. Não tente ganhar dinheiro do dia pra noite com filmes pornográficos. Este tempo já passou: foi nos anos 80 e 90. Nós entramos no mercado pornográfico em sua pior fase, aprendemos a viver com migalhas e continuar produzindo.

    Acho que a primeira regra –produzir – vale para qualquer carreira, sobretudo as relacionadas ao audiovisual. Dê a cara pra bater, não tenha medo de críticas, erre muito, e tenha certeza que você estará sempre se divertindo e aprendendo mais do que quem falar mal de você ou fizer críticas infundadas.
    Link YouTube | Vídeo teaser da Xplastic (veja outro aqui)

    10. O que você demorou muito tempo pra aprender e agora pode resumir em poucas palavras?

    Procure o seu caminho. Olhe como os outros fizeram para conseguir algo que você admira, para tentar identificar algum padrão de comportamento, fatos recorrentes, ou alguma informação que possa ser útil para você pensar no seu caminho. Mas não tente seguir o caminho de outras pessoas, porque sua história é o que você tem de melhor.

    Quando você tenta viver a vida que outros já viveram, abre mão do que você tem de mais especial. Parece auto-ajuda esta merda toda, mas funciona.

    11. Quais são os benefícios que seu trabalho gera para as pessoas?

    O benefício do entretenimento é divertir as pessoas imediatamente. Não nos consideramos artistas. O que fazemos passa rápido e acaba como jornal do dia. Então o benefício imediato é proporcionar um momento de diversão para quem consome nossos vídeos ou fotos. Claro que existem consequências ruins na pornografia – pessoas viciadas, por exemplo. Para estas pessoas consumir pornografia é desastroso, acaba com a sua vida social.

    Tentamos passar uma visão positiva do sexo em tudo o que fazemos. E visão positiva do sexo não é mostrar apenas “papai e mamãe no escuro”. É mostrar que é normal gostar de coisas que muitos consideram anormal, que os gostos sexuais tem nuances e que não devemos nos reprimir por sermos diferentes ou gostarmos de coisas incomuns.

    12. Quais seus outros interesses, práticas e habilidades?

    Nos interessamos por cultura pop em geral, musica, cinema, desenho animado, revistas, quadrinhos. O único esporte que praticamos (cada dia menos) é o velho rolê de skate.

    13. Faça uma pergunta que gostaria muito que alguém que te perguntasse

    –Que filme “Mainstream” você gostaria que fosse “Pornô”?
    Barbarella, com a Jane Fonda.
    Link YouTube | Trailer de Barbarella (1968)

    [Via: http://papodehomem.com.br/]

    Ajudei um amigo e me ferrei. Como nos proteger dos sentimentos nobres?

    Como nos proteger dos sentimentos nobres

    Todos já passamos por isso. Um parente próximo está afundado em dívidas e precisa de ajuda para fugir dos altos juros do cartão de crédito. Um amigo deu o passo maior do que a perna e agora pede socorro.

    Aquela oportunidade única de trocar nosso carro quase novo por um muito melhor e mais caro mas que baixou tanto de preço com o desconto do IPI… A grande verdade é que existem inúmeros motivos nobres para nos separar do nosso suado dinheirinho.

    Responsabilidade pessoal

    Algumas pessoas simplesmente não aprendem. Entra ano, sai ano e elas repetem sempre os mesmos erros. Há poucos meses li o desabafo enviado por um leitor de um jornal local:

    Sou formado em computação, ganho R$ 7000 por mês, e possuo muitas dívidas. A culpa é da minha esposa que gasta muito todos os meses, assim como eu. Tenho R$ 18.000 de dívidas no cartão de crédito que minha mãe ajudará a pagar para evitar os juros enormes que eles querem cobrar. Não sei mais o que fazer para melhorar a situação…

    Veja o absurdo da situação.

    O cara ganha um excelente salário, muito acima da média salarial do país, mais do que ganham seus pais, que se esforçaram para pagar um curso superior para que ele pudesse arranjar um bom emprego, como realmente arranjou e ainda assim tem a cara de pau de pedir dinheiro para a mãe, que teve que tirar esse valor de suas economias para a velhice, apenas para que ele evitasse de pagar os juros altos da dívida que ele mesmo adquiriu!!! Onde fica a vergonha na cara?

    Não bastasse o surrealismo da situação, o sujeito ainda culpa a mulher por ser como ele, descontrolada. Então o que temos são duas pessoas que apesar de juntos ganharem mais do que ganha 90% da população brasileira, estão completamente quebrados, endividados, falidos.

    E a cereja sobre o bolo é ver a cegueira da mãe que simplesmente raspa suas economias e passa a mão na cabeça do filho, vítima, coitadinho, da gana da administradora de cartão de crédito, como se ele não fosse o único responsável por suas próprias dívidas. São pais e mães assim, que não impõem limites a seus filhinhos mimados, que ajudam a criar pessoas fracas como esse rapaz, privilegiado e que ainda assim, não tem onde cair morto.

    Oh não! Perdi tudo!Oh não! Perdi tudo!

    Cada um no seu quadrado!

    Temos que assumir a consequência de nossos atos. Gastou mais do que pode, problema é teu camarada. Te vira! Vai faltar dinheiro para pagar as contas? É hora de começar a cortar. Os gastos, não os pulsos :-)

    Um simples orçamento doméstico pode ajudar a resolver essa situação.

    Explico.

    Simplesmente liste todas as suas contas mensais fixas em uma folha de papel. Some tudo e torça para dar um valor menor do que seu salário líquido. Pensou que acabou? Tem mais. Sabe aqueles gastos de início de ano? IPTU, IPVA, material escolar se você tiver filhos, seguro do carro. Some tudo, divida por 12 e coloque junto na lista de suas contas fixas mensais. Seu carro é financiado? Joga a prestação lá na listinha. Costuma tomar cerveja com os amigos todas as sextas-feiras? Listinha pra eles também (a cerveja, não os amigos).

    Passou do que você ganha líquido todo mês? Volta para a lista e começa a cortar os supérfluos. Simples assim. Somente desta maneira podemos saber se estamos vivendo dentro do nosso padrão de vida ou acima dele. E eu ainda nem comentei dos 10% que você usa para pagar primeiro a si mesmo.

    E você me pergunta: e eu com isso? Sou uma pessoa equilibrada.

    O grande problema de ser uma pessoa equilibrada no meio de milhares de inconsequentes é que os equilibrados se destacam. Todos sabem quem somos. E nos momentos de aperto, correm a nós.

    Então chegam os pedidos de empréstimo que nunca serão pagos. A ajuda para dar um presente ao filho. Uma mãozinha para apagar um incêndio. Afinal temos tanto, porque não ajudar?

    Não podemos ceder por dois grandes e simples motivos. Por nós e por eles. Por eles é simples de explicar, eles precisam passar pela privação, pela dor e pela vergonha da dívida. Precisam ter seus nomes no SPC e Serasa e todos seus créditos cortados. Precisam pagar pelos seus erros sentindo na pele as suas consequencias para, quem sabe assim, entender quais foram seus erros e finalmente buscar a solução definitiva para não repetí-los.

    E não podemos ceder por nós mesmos. Para juntar esse dinheiro que temos aplicado, nossa reserva, nosso colchão, seja o nome que dermos a ele, não foi por mágica que conseguimos. Tivemos que abrir mão de muitas coisas que poderíamos ter feito com o dinheiro se não tivessemos o objetivo de poupar para nosso futuro. Quem nos pede esse dinheiro é simplesmente muito cara de pau.

    Devemos lembrá-los de que enquanto torravam tudo o que tinham e até o que não tinham naquela viagem a Europa bancada pelo cartão de crédito, nós nos contentávamos em ir até Buenos Aires e guardar o restante do dinheiro para ir a Europa quando conseguirmos ter juntado o suficiente para pagar a viagem à vista. E que esse dinheiro que não gastamos realmente ainda existe, mas o nome dele é NOSSO, não DÍVIDAS DOS OUTROS.

    A droga das emoções…

    Esse é o drama. Não gostamos de ver parentes e amigos passando por dificuldades quando tudo está azul para nós mesmos. Mesmo sabendo que a culpa deste sofrimento é toda deles. Então mais uma vez, pela última vez, abrimos mão de nossos sonhos, de nossas reservas, de nossos planos para o futuro e emprestamos o valor necessário para quem precisa.

    Sabendo que não estamos ajudando ao resolver o problema por eles, que não os ajudamos a crescer como pessoas responsáveis ao passar a mão sobre suas cabeças e apagar seus erros com nosso dinheiro. Mas fazemos mesmo assim. Fazemos com amigos, com parentes próximos, com filhos. É instintivo, fazemos de tudo para não ver as pessoas que gostamos sofrendo. Até mesmo transferir para nós este sofrimento.

    Precisamos nos proteger, meu caro

    “Motivos nobres, investimentos bloqueados.” Esse deveria ser o real título deste artigo.

    Muitas vezes deixamos de crescer o tanto que poderíamos porque nossas emoções nos traem e fazem com que joguemos contra nós mesmos. Sendo assim, conhecendo essa fraqueza de coração, precisamos nos proteger. Note que não estou dizendo para sermos frios, cruéis e insensíveis. Só estou dizendo que não podemos ser penalizados pela falta de bom senso dos outros. Claro que se um amigo estiver passando por dificuldades reais, como uma doença, perda do emprego ou algum motivo pelo qual não tem culpa, nós devemos ajudá-lo das formas que pudermos. Até porque sabemos que se esta for a situação, provavelmente receberemos nosso dinheiro de volta quando a situação voltar ao normal.

    Pessoas responsáveis também passam por dificuldades de vez em quando. Mas estas costumam ser rapidamente resolvidas e não costumam ocorrer novamente.

    Eventualmente temos de colocar as despesas em diaEventualmente temos de colocar as despesas em dia

    O que podemos fazer?

    Já sabemos o que fazer. Precisamos nos proteger de nós mesmos, de nosso bom coração. Precisamos de um investimento mensal automático. Algo que nos faça pagar a nós mesmos primeiro, todos os meses.

    Mais que isso, precisamos de um investimento que não seja simples de sair, um investimento onde nosso dinheiro fique bloqueado. Note que aqui não estou falando das reservas de emergência, que precisam ser líquidas e disponíveis a qualquer momento, estou falando daqueles valores que guardamos para nosso futuro, que juntamos para construir nosso patrimônio, nossa segurança financeira, nossa aposentadoria tranquila.

    As características que buscamos então se resumem a apenas duas:

    • pagamento mensal obrigatório;
    • dinheiro bloqueado por tempo indeterminado;

    Coloquei as características em itálico pois na verdade nós mesmos é que definimos a obrigatóriedade e o bloqueio por tempo indeterminado. Sabemos que temos a escolha de parar de pagar quando quisermos e de reaver nosso dinheiro. Pode até não ser no mesmo dia em que decidimos isso, mas sempre há alternativas de saída.

    Pra fazer na prática:

    Vou deixar aqui três sugestões simples de implementar as idéias expostas.

    • Comprar moedas de ouro;
    • Fazer um plano de previdência complementar;
    • Investir em imóveis.

    Vamos analisar cada uma dessas alternativas:

    Comprar moedas de ouro é uma alternativa divertida de juntar dinheiro. Há moedas feitas especialmente para este fim, como os Krugerrand da África do Sul, as Maple Leaf do Canadá ou as Phillarmoniker austríacas. Essas moedas são cunhadas em grandes volumes e por este motivo não possuem valor de coleção. São vendidas com um pequeno prêmio sobre o valor do ouro contido nelas. É uma excelente alternativa para quem tem o virus de colecionador.

    Depois de um tempo juntando dinheiro desta forma, você pode vender as diversas moedas adquiridas ao longo de algum tempo e então adquirir um imóvel para alugar, por exemplo. Eu sou um desses que possuem o tal virus de colecionador, tenho minhas moedinhas de ouro bem guardadas no cofre do banco.

    Aprenda a investirAprenda a investir

    Fazer um plano de previdência complementar também é uma boa escolha, mas neste caso apenas se você puder se beneficiar das vantagens fiscais disso. Com os planos VGBL esse costuma ser o caso da grande maioria das pessoas. Informe-se com seu banco, mas lembre sempre de estudar o assunto previamente para não correr o risco de adquirir gato por lebre.

    Investir em imóveis é o investimento mais tradicional das pessoas que realmente possuem dinheiro em grande quantidade. Um imóvel é algo físico, real, que podemos tocar com nossas mãos. O problema dos imóveis é que não dá para adquiri-los com as economias de um ou dois meses. Precisamos guardar o dinheiro durante algum tempo até juntarmos o valor necessário. E mais que isso, guardar sem nos dar a oportunidade de gastar esse dinheiro antes de ter o suficiente para a compra. Por isso sugeri a aquisição das moedas de ouro antes de falar dos imóveis.

    A maioria das pessoas não conhecem moedas de ouro e resolvem essa parte da equação através de um financiamento imobiliário. Eu, como todos aqui já sabem, prefiro fazer isso de outra maneira.

    Agradeço a todas as pessoas que têm escrito contando suas histórias pessoais e os desafios que precisam vencer todos os dias rumo a uma vida financeira mais estável, tranquila e folgada. Convido a escrever sua história nos comentários, caso tenha uma para compartilhar com os demais leitores.

    Grande abraço e muito sucesso.

    [Via: http://papodehomem.com.br/]

    Pague primeiro a si mesmo

    Pague primeiro a si mesmo

    Você certamente já leu ou ouviu falar isso diversas vezes: pague primeiro a si mesmo é o mantra da educação financeira. Não há um livro que não cite isto como a primeira ação a tomar para assumir o controle financeiro de sua vida ou mesmo como a atitude necessária para enriquecer. E mesmo assim, você não segue essa regra essencial. Ou acha que segue, sem saber que está fazendo algo errado.

    O que NÃO É pagar a si mesmo primeiro

    • Juntar dinheiro para trocar de carro não é pagar a si mesmo primeiro;
    • Comprar um notebook não é pagar a si mesmo primeiro;
    • Separar uma parte do que ganha todo mês e guardar debaixo do colchão não é pagar a si mesmo primeiro;
    • Comprar aquela bolsa maravilhosa a vista não é pagar a si mesmo primeiro;
    • Dar-se qualquer coisa de presente, antes de pagar suas contas não é pagar a si mesmo primeiro…

    Fui claro?

    O que É pagar a si mesmo primeiro

    Pagar primeiro a si mesmo é simples, mas para ser efetivo tem que ser automático, um hábito, algo que nunca deixe de ser feito. Pagar primeiro a si mesmo é o ato de separar uma parte pré-determinada de tudo o que você ganha e fazer esse dinheiro trabalhar para você.

    Vamos analisar esta definição de maneira mais profunda.

    Separar uma parte pré-determinada significa que você mesmo define quanto do que ganhar será separado. Uma definição comum costuma ser separar 10% do que você ganha. Se você ganhar realmente muito pouco talvez seja necssário começar separando um pouco menos, 5% ou até mesmo 3% e aos poucos ir aumentando este percentual. Mas para a grande maioria das pessoas, 10% é um bom valor, então vamos fixar isso como nosso objetivo.

    De tudo o que você ganha já diz tudo. Tudo é realmente tudo. Salário, bônus, bicos, 13º, férias, trabalho autônomo, consultoria nas horas vagas, publicidade em seu blog, tudo. Sobre o ganho bruto, antes de descontar taxas e impostos. Antes de descontar INSS e vale transporte, para quem recebe salário.

    E fazer esse dinheiro trabalhar para você simplesmente descarta a possibilidade de gastar esse dinheiro em qualquer coisa que não traga rendimentos para fazê-lo crescer. Trocar de carro não pode. Comprar um novo telefone celular? Fala sério! Enquanto esse valor é baixo, no início, simplesmente joga o dinheiro em uma caderneta de poupança. Quando for um pouco maior, um fundo de renda fixa ajuda a ganhar um pouco mais. Outras aplicações que rendem mais? Esquece. Não é para este dinheiro. Não neste momento, pelo menos.

    Quem nunca quis uma dessas? Então presta atenção no artigo, Dr.  Money te mostra o caminho.Quem nunca quis uma dessas? Então presta atenção no artigo, Dr. Money te mostra o caminho.

    Tomar conta do seu dinheiro é um processo vital

    Seu dinheiro e sua habilidade em fazê-lo crescer são como um bebê. No início, tudo parece difícil. Levantar a cabecinha, engatinhar, falar as primeiras palavras. Tudo é novidade. O bebê vê os adultos caminhando e tenta imitar, caindo diversas vezes antes de conseguir andar sozinho.

    Com seu dinheiro é a mesma coisa, com uma sutil diferença. Você pode fazer seu dinheiro aprender a caminhar sem deixar ele se machucar ou correr grandes riscos. Você pode treinar com valores menores, valores extras, além daqueles 10% que definimos para pagar a si mesmo. Seria como ensinar seu bebê a andar sem que ele corresse o risco de cair, mostrando a ele um boneco caindo no seu lugar.

    Vamos imaginar que ao longo de dois anos você tenha juntado R$ 5000 na caderneta de poupança. O valor não interessa, o prazo sim. O valor depende da capacidade de ganhar dinheiro de cada pessoa, isso é assunto para outra hora. Já o tempo, é algo necessário para o aprendizado, para a observação.

    Continuando nosso exercício, imagine que você começou a pagar a si mesmo no mês em que receberia o 13º salário. Separou os 10% para colocar na poupança e com o restante, que decidiu não gastar, dividiu para aplicar em dois fundos, um de renda fixa pré-fixada e um DI pós-fixado. Você ouviu falar que ambos eram seguros e que renderiam mais do que a poupança e resolveu aprender sobre ambos na prática. Aquele 13º salário foi bem utilizado.

    Ao longo dos meses seguintes você continuou separando 10% de tudo o que ganhava para colocar na poupança. Mas acompanhava mensalmente suas duas outras aplicações e eventualmente lia um ou outro artigo que explicavam uma dessas aplicações. Nestes dois anos você aprendeu na teoria (lendo os artigos) e na prática (através de seus investimentos) que os fundos pré-fixados tendem a render mais quando os juros estão caindo. E que os fundos pós-fixados tendem a render mais quando os juros sobem. Mais que isso, você aprendeu que o risco de perda em um destes fundos é extremamente baixo, é o risco do próprio país quebrar, já que estes fundos investem principalmente em títulos do governo. E aprendeu na prática que esses fundos rendem mais que a poupança. Você aprendeu. Sabe o que faz. Viveu o processo. E transfere todo o dinheiro da poupança para um destes fundos, o que deve render mais de acordo com a tendência da taxa de juros ou o que for mais adequado aos seus objetivos. Como no caso você pensa no longo prazo, esse dinheiro está lá para render para seu futuro, você opta pelo fundo DI. Seu dinheiro está trabalhando para você. E está trabalhando melhor do que quando estava na poupança.

    O aprendizado é continuo, aprendemos todos os dias

    Certo dia você ouve falar no Tesouro Direto. Vai no site, pesquisa artigos e descobre que você pode comprar diretamente os títulos do governo que seu fundo de investimentos adquire com suas aplicações. E melhor, pode fazer isso sem precisar pagar a taxa de administração que o banco cobra para gerenciar sua aplicação.

    Você nota que há um pequeno inconveniente, você não pode dispor de seu dinheiro sempre que quiser. O governo garante a recompra dos títulos mas somente as quartas-feiras. Você pensa um pouco e decide que está tudo bem, já que este é o dinheiro que trabalha para você. Não há ainda previsão de quando você irá utilizar ele. E então, na nova aplicação, seu dinheiro trabalha melhor, rende mais, paga menos taxas, cresce mais rápido.

    Amigos, TV, jornais, até o taxista…

    Nada contra os taxistas, muito pelo contrário, em um artigo futuro vou mostrar como é muito mais barato andar de táxi com regularidade do que possuir um carro. Mas há um ditado que diz que quando até os taxistas estão falando de determinado investimento, é hora de tirar seu dinheiro de lá.

    Meados de outubro de 2008, nosso amigo taxista achava uma boa  idéia investir na bolsa.Meados de outubro de 2008, nosso amigo taxista achava uma boa idéia investir na bolsa.

    Você fica curioso com a aplicação em ações e resolve aprender como funciona. É complicado, muitos termos novos, análise gráfica, análise fundamentalista, dividendos, opções, suporte, resistência, operações a termo, …

    Resolve aplicar na prática enquanto aprende, lendo mais sobre o assunto. Escolhe um fundo de ações recomendado por seu gerente do banco, até porque não sabe ainda como adquirir diretamente as ações individuais de cada empresa, e mesmo que soubesse, não saberia quais escolher.

    Claro que o valor investido é baixo, afinal, você ainda está aprendendo. E é um valor que sobrou este mês, nada de sua aplicação no Tesouro Direto foi tocada.

    No primeiro mês seu dinheiro rende 8%. Muitas vezes mais que o Tesouro Direto. Mas você não faz idéia dos motivos de ter conseguido este rendimento excepcional, então não pode chamar isso de investimento, mas sim, de sorte. Os meses passam, seus investimentos crescem. Então passam alguns meses e você descobre que tem menos do que havia investido originalmente, muitos meses antes. O que aconteceu? Você se descuidou. Deixou de acompanhar seu investimento quando tudo ia bem. Quando o valor das ações começou a cair você não deu atenção, achou que era temporário, apenas um mês ruim. Mas você ainda não sabia como este investimento funcionava, então passou a jogar. Você achava que iria ter um resultado, mas não sabia o porquê, era apenas “achar”. As quedas continuaram e você alí, vendo seu dinheiro minguar. Então assumiu o prejuízo e tirou o dinheiro do fundo de ações. Dois meses depois calculava que se tivesse deixado seu dinheiro aplicado, teria o dobro do que conseguiu recuperar ao tirar seu dinheiro antecipadamente.

    Analisando o que fez, descobriu que não estava investindo. Estava, isto sim, em um grande casino a céu aberto. Não sabia o que estava fazendo, não sabia onde seu dinheiro estava investido, não conhecia nem as empresas nem os setores onde elas atuam. Jogo, puro e simples jogo. Bem diferente de investir, quando você protege o valor principal, pode calcular os riscos de perda e estimar quanto irá ganhar.

    Onde está o perigo?

    Então investir na bolsa é um jogo perigoso onde posso perder todo meu dinheiro? NÃO, não é isto que estou dizendo. O que é um jogo perigoso onde você pode perder todo o seu dinheiro é investir no que você ainda não conhece.

    Imagine que você seja um engenheiro que trabalha há vinte anos projetando e construindo prédios residenciais em São Paulo. Um dia você recebe um panfleto na sinaleira falando do lançamento de um novo prédio na região onde você já acompanhou a venda de outros tantos prédios semelhantes. Investir neste lançamento, comprando um apartamento na planta para vender quando o prédio estiver concluído é um bom investimento ou não? Se eu fosse tal engenheiro, saberia a resposta e poderia investir nisto com segurança, ou dizer que o investimento é ruim, sabendo porque. Minha experiência, meu conhecimento da região, me dariam subsídios para decidir se é ou não um bom investimento. Como sou de Porto Alegre e só conheço São Paulo a passeio ou a trabalho, mas não como investidor imobiliário, não tenho os conhecimentos necessários para tomar uma decisão segura.

    Isso não quer dizer que não podemos investir no que ainda não conhecemos, apenas que precisamos fazer o dever de casa e aprender o que precisamos saber para tomar a melhor decisão. No caso acima, bastaria pesquisar os prédios semelhantes construídos nos anos anteriores, ver o valor de lançamento deles e analisar os valores de venda após a conclusão, verificando se a lucratividade obtida foi alta o suficiente para valer os riscos.

    Conhecer os resultados reais de outras pessoas, de nossos amigos, também nos permite analisar um investimento como se estivessemos dentro dele. Toda minha empresa de investimento em consórcios está baseada nisso. Só vendo cartas de consórcio para investimento hoje em dia, porque tenho sete anos de histórico de lucros pessoais neste investimento. Quem adquire hoje um consórcio comigo, o faz porque conhece meus resultados pessoais e também os resultados de dezenas de clientes e amigos que resolveram compartilhar suas experiências. A grande maioria dos novos investidores em consórcios comigo faz isso por indicação de algum amigo que já lucrou na prática e mostrou a eles seus resultados pessoais.

    "Não levei o Dr. Money a sério. Hoje tudo que tenho é esse  chapéu feio..."“Não levei o Dr. Money a sério. Hoje tudo que tenho é esse chapéu feio…”

    Resumindo o que aprendemos até agora:

    • Pague primeiro a si mesmo, fazendo seu dinheiro trabalhar para você.
    • Tomar conta de seu dinheiro é um processo que dura toda a vida.
    • Não podemos seguir cegamente as multidões. Precisamos assumir nossa tarefa de aprender o que fazer com nosso dinheiro.

    No próximo artigo vou comentar sobre motivos nobres que insistem em nos separar do dinheirinho que suamos para guardar e como nos proteger disso.

    Aproveitem os comentários para contar se vocês pagam a si mesmos primeiro, que percentual separam, como investem esse dinheiro para fazer ele crescer, porque fazem dessa forma e que resultados estão obtendo.

    Grande abraço, sucesso e muitos rendimentos.

    [Via: http://papodehomem.com.br/]

    Como investir em imóveis mais rápido do que você acredita ser possível

    Pague primeiro a si mesmo

    Você certamente já leu ou ouviu falar isso diversas vezes: pague primeiro a si mesmo é o mantra da educação financeira. Não há um livro que não cite isto como a primeira ação a tomar para assumir o controle financeiro de sua vida ou mesmo como a atitude necessária para enriquecer. E mesmo assim, você não segue essa regra essencial. Ou acha que segue, sem saber que está fazendo algo errado.

    O que NÃO É pagar a si mesmo primeiro

    • Juntar dinheiro para trocar de carro não é pagar a si mesmo primeiro;
    • Comprar um notebook não é pagar a si mesmo primeiro;
    • Separar uma parte do que ganha todo mês e guardar debaixo do colchão não é pagar a si mesmo primeiro;
    • Comprar aquela bolsa maravilhosa a vista não é pagar a si mesmo primeiro;
    • Dar-se qualquer coisa de presente, antes de pagar suas contas não é pagar a si mesmo primeiro…

    Fui claro?

    O que É pagar a si mesmo primeiro

    Pagar primeiro a si mesmo é simples, mas para ser efetivo tem que ser automático, um hábito, algo que nunca deixe de ser feito. Pagar primeiro a si mesmo é o ato de separar uma parte pré-determinada de tudo o que você ganha e fazer esse dinheiro trabalhar para você.

    Vamos analisar esta definição de maneira mais profunda.

    Separar uma parte pré-determinada significa que você mesmo define quanto do que ganhar será separado. Uma definição comum costuma ser separar 10% do que você ganha. Se você ganhar realmente muito pouco talvez seja necssário começar separando um pouco menos, 5% ou até mesmo 3% e aos poucos ir aumentando este percentual. Mas para a grande maioria das pessoas, 10% é um bom valor, então vamos fixar isso como nosso objetivo.

    De tudo o que você ganha já diz tudo. Tudo é realmente tudo. Salário, bônus, bicos, 13º, férias, trabalho autônomo, consultoria nas horas vagas, publicidade em seu blog, tudo. Sobre o ganho bruto, antes de descontar taxas e impostos. Antes de descontar INSS e vale transporte, para quem recebe salário.

    E fazer esse dinheiro trabalhar para você simplesmente descarta a possibilidade de gastar esse dinheiro em qualquer coisa que não traga rendimentos para fazê-lo crescer. Trocar de carro não pode. Comprar um novo telefone celular? Fala sério! Enquanto esse valor é baixo, no início, simplesmente joga o dinheiro em uma caderneta de poupança. Quando for um pouco maior, um fundo de renda fixa ajuda a ganhar um pouco mais. Outras aplicações que rendem mais? Esquece. Não é para este dinheiro. Não neste momento, pelo menos.

    Quem nunca quis uma dessas? Então presta atenção no artigo, Dr.  Money te mostra o caminho.Quem nunca quis uma dessas? Então presta atenção no artigo, Dr. Money te mostra o caminho.

    Tomar conta do seu dinheiro é um processo vital

    Seu dinheiro e sua habilidade em fazê-lo crescer são como um bebê. No início, tudo parece difícil. Levantar a cabecinha, engatinhar, falar as primeiras palavras. Tudo é novidade. O bebê vê os adultos caminhando e tenta imitar, caindo diversas vezes antes de conseguir andar sozinho.

    Com seu dinheiro é a mesma coisa, com uma sutil diferença. Você pode fazer seu dinheiro aprender a caminhar sem deixar ele se machucar ou correr grandes riscos. Você pode treinar com valores menores, valores extras, além daqueles 10% que definimos para pagar a si mesmo. Seria como ensinar seu bebê a andar sem que ele corresse o risco de cair, mostrando a ele um boneco caindo no seu lugar.

    Vamos imaginar que ao longo de dois anos você tenha juntado R$ 5000 na caderneta de poupança. O valor não interessa, o prazo sim. O valor depende da capacidade de ganhar dinheiro de cada pessoa, isso é assunto para outra hora. Já o tempo, é algo necessário para o aprendizado, para a observação.

    Continuando nosso exercício, imagine que você começou a pagar a si mesmo no mês em que receberia o 13º salário. Separou os 10% para colocar na poupança e com o restante, que decidiu não gastar, dividiu para aplicar em dois fundos, um de renda fixa pré-fixada e um DI pós-fixado. Você ouviu falar que ambos eram seguros e que renderiam mais do que a poupança e resolveu aprender sobre ambos na prática. Aquele 13º salário foi bem utilizado.

    Ao longo dos meses seguintes você continuou separando 10% de tudo o que ganhava para colocar na poupança. Mas acompanhava mensalmente suas duas outras aplicações e eventualmente lia um ou outro artigo que explicavam uma dessas aplicações. Nestes dois anos você aprendeu na teoria (lendo os artigos) e na prática (através de seus investimentos) que os fundos pré-fixados tendem a render mais quando os juros estão caindo. E que os fundos pós-fixados tendem a render mais quando os juros sobem. Mais que isso, você aprendeu que o risco de perda em um destes fundos é extremamente baixo, é o risco do próprio país quebrar, já que estes fundos investem principalmente em títulos do governo. E aprendeu na prática que esses fundos rendem mais que a poupança. Você aprendeu. Sabe o que faz. Viveu o processo. E transfere todo o dinheiro da poupança para um destes fundos, o que deve render mais de acordo com a tendência da taxa de juros ou o que for mais adequado aos seus objetivos. Como no caso você pensa no longo prazo, esse dinheiro está lá para render para seu futuro, você opta pelo fundo DI. Seu dinheiro está trabalhando para você. E está trabalhando melhor do que quando estava na poupança.

    O aprendizado é continuo, aprendemos todos os dias

    Certo dia você ouve falar no Tesouro Direto. Vai no site, pesquisa artigos e descobre que você pode comprar diretamente os títulos do governo que seu fundo de investimentos adquire com suas aplicações. E melhor, pode fazer isso sem precisar pagar a taxa de administração que o banco cobra para gerenciar sua aplicação.

    Você nota que há um pequeno inconveniente, você não pode dispor de seu dinheiro sempre que quiser. O governo garante a recompra dos títulos mas somente as quartas-feiras. Você pensa um pouco e decide que está tudo bem, já que este é o dinheiro que trabalha para você. Não há ainda previsão de quando você irá utilizar ele. E então, na nova aplicação, seu dinheiro trabalha melhor, rende mais, paga menos taxas, cresce mais rápido.

    Amigos, TV, jornais, até o taxista…

    Nada contra os taxistas, muito pelo contrário, em um artigo futuro vou mostrar como é muito mais barato andar de táxi com regularidade do que possuir um carro. Mas há um ditado que diz que quando até os taxistas estão falando de determinado investimento, é hora de tirar seu dinheiro de lá.

    Meados de outubro de 2008, nosso amigo taxista achava uma boa  idéia investir na bolsa.Meados de outubro de 2008, nosso amigo taxista achava uma boa idéia investir na bolsa.

    Você fica curioso com a aplicação em ações e resolve aprender como funciona. É complicado, muitos termos novos, análise gráfica, análise fundamentalista, dividendos, opções, suporte, resistência, operações a termo, …

    Resolve aplicar na prática enquanto aprende, lendo mais sobre o assunto. Escolhe um fundo de ações recomendado por seu gerente do banco, até porque não sabe ainda como adquirir diretamente as ações individuais de cada empresa, e mesmo que soubesse, não saberia quais escolher.

    Claro que o valor investido é baixo, afinal, você ainda está aprendendo. E é um valor que sobrou este mês, nada de sua aplicação no Tesouro Direto foi tocada.

    No primeiro mês seu dinheiro rende 8%. Muitas vezes mais que o Tesouro Direto. Mas você não faz idéia dos motivos de ter conseguido este rendimento excepcional, então não pode chamar isso de investimento, mas sim, de sorte. Os meses passam, seus investimentos crescem. Então passam alguns meses e você descobre que tem menos do que havia investido originalmente, muitos meses antes. O que aconteceu? Você se descuidou. Deixou de acompanhar seu investimento quando tudo ia bem. Quando o valor das ações começou a cair você não deu atenção, achou que era temporário, apenas um mês ruim. Mas você ainda não sabia como este investimento funcionava, então passou a jogar. Você achava que iria ter um resultado, mas não sabia o porquê, era apenas “achar”. As quedas continuaram e você alí, vendo seu dinheiro minguar. Então assumiu o prejuízo e tirou o dinheiro do fundo de ações. Dois meses depois calculava que se tivesse deixado seu dinheiro aplicado, teria o dobro do que conseguiu recuperar ao tirar seu dinheiro antecipadamente.

    Analisando o que fez, descobriu que não estava investindo. Estava, isto sim, em um grande casino a céu aberto. Não sabia o que estava fazendo, não sabia onde seu dinheiro estava investido, não conhecia nem as empresas nem os setores onde elas atuam. Jogo, puro e simples jogo. Bem diferente de investir, quando você protege o valor principal, pode calcular os riscos de perda e estimar quanto irá ganhar.

    Onde está o perigo?

    Então investir na bolsa é um jogo perigoso onde posso perder todo meu dinheiro? NÃO, não é isto que estou dizendo. O que é um jogo perigoso onde você pode perder todo o seu dinheiro é investir no que você ainda não conhece.

    Imagine que você seja um engenheiro que trabalha há vinte anos projetando e construindo prédios residenciais em São Paulo. Um dia você recebe um panfleto na sinaleira falando do lançamento de um novo prédio na região onde você já acompanhou a venda de outros tantos prédios semelhantes. Investir neste lançamento, comprando um apartamento na planta para vender quando o prédio estiver concluído é um bom investimento ou não? Se eu fosse tal engenheiro, saberia a resposta e poderia investir nisto com segurança, ou dizer que o investimento é ruim, sabendo porque. Minha experiência, meu conhecimento da região, me dariam subsídios para decidir se é ou não um bom investimento. Como sou de Porto Alegre e só conheço São Paulo a passeio ou a trabalho, mas não como investidor imobiliário, não tenho os conhecimentos necessários para tomar uma decisão segura.

    Isso não quer dizer que não podemos investir no que ainda não conhecemos, apenas que precisamos fazer o dever de casa e aprender o que precisamos saber para tomar a melhor decisão. No caso acima, bastaria pesquisar os prédios semelhantes construídos nos anos anteriores, ver o valor de lançamento deles e analisar os valores de venda após a conclusão, verificando se a lucratividade obtida foi alta o suficiente para valer os riscos.

    Conhecer os resultados reais de outras pessoas, de nossos amigos, também nos permite analisar um investimento como se estivessemos dentro dele. Toda minha empresa de investimento em consórcios está baseada nisso. Só vendo cartas de consórcio para investimento hoje em dia, porque tenho sete anos de histórico de lucros pessoais neste investimento. Quem adquire hoje um consórcio comigo, o faz porque conhece meus resultados pessoais e também os resultados de dezenas de clientes e amigos que resolveram compartilhar suas experiências. A grande maioria dos novos investidores em consórcios comigo faz isso por indicação de algum amigo que já lucrou na prática e mostrou a eles seus resultados pessoais.

    "Não levei o Dr. Money a sério. Hoje tudo que tenho é esse  chapéu feio..."“Não levei o Dr. Money a sério. Hoje tudo que tenho é esse chapéu feio…”

    Resumindo o que aprendemos até agora:

    • Pague primeiro a si mesmo, fazendo seu dinheiro trabalhar para você.
    • Tomar conta de seu dinheiro é um processo que dura toda a vida.
    • Não podemos seguir cegamente as multidões. Precisamos assumir nossa tarefa de aprender o que fazer com nosso dinheiro.

    No próximo artigo vou comentar sobre motivos nobres que insistem em nos separar do dinheirinho que suamos para guardar e como nos proteger disso.

    Aproveitem os comentários para contar se vocês pagam a si mesmos primeiro, que percentual separam, como investem esse dinheiro para fazer ele crescer, porque fazem dessa forma e que resultados estão obtendo.

    Grande abraço, sucesso e muitos rendimentos.

    [Via: http://papodehomem.com.br/]